Sobre

O Centro de Idiomas da Ufac é um programa de extensão que o oferece gratuitamente Cursos de Inglês, Espanhol, Português, Francês, Libras, Hãtxa Kuĩ, redação, escrita acadêmica e elaboração de projetos de pesquisa, além de exames de leitura em línguas adicionais, atendendo a comunidade interna e externa à universidade, constituindo um espaço articulador de outros projetos educacionais visando a indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão. Seja na forma de oferta de cursos modulares ou de curta duração, seja na aplicação de exames de leitura para admissão em cursos de pós-graduação, o programa tem contribuído, sobremaneira, com a internacionalização da instituição e com a implementação das Ações Curriculares de Extensão nos cursos de Letras da Ufac.

Ainda, em parcerias e ou convênios firmados e com vistas à internacionalização da universidade, centro está credenciado como pólo examinador pelo Instituto Cervantes – Espanha, para aplicação dos exames DELE (Diploma de Espanhol como Língua Estrangeira) e, igualmente, pela Master Test, entidade responsável no Brasil pelo gerenciamento das aplicações dos exames TOEFL (Test of English as a Foreign Language) – ITP.

OBJETIVOS

Promover cursos de idiomas indissociando ensino, pesquisa e extensão e realizar exames periódicos de leitura em língua adicional.

    Promover a interação entre universidade e sociedade por meio de ações curriculares de extensão.

    Atuar na formação profissional inicial e continuada nos cursos de licenciatura em Letras.

    Contribuir com a consolidação da pós-graduação e com a internacionalização de suas ações.

    DIRETRIZES

    A proposta do Centro de Idiomas da Universidade Federal do Acre parte da compreensão de que o ensino-aprendizagem de idiomas contribui com o desenvolvimento social e individual, além de prover o acesso a patrimônios culturais de outros países, nos permitindo entender a alteridade e entender a si mesmo como sujeitos sociais em um mundo plural. Possibilitar então, o conhecimento de uma língua adicional por meio de uma ação de amplo alcance social pode e deve ser uma política institucional de extensão universitária, comprometida com a socialização de saberes produzidos na academia, especialmente no âmbito dos Cursos de Licenciaturas em Letras e de suas demais habilitações.
    Criado em março de 2019, o Centro de Idiomas têm se constituído como um modo democrático de acesso a saberes, como um espaço de formação inicial e continuada em que se compreende as línguas como constituidoras de identidade.

    Mais que um meio de comunicação, as línguas são formas de agir, intervir e transitar entre mundos distintos. A aprendizagem de uma segunda língua consiste, desse modo, em possibilitar ao sujeito a inserção em um mundo multilíngue, além de atuar significativamente na inclusão social dos aprendizes em seu próprio mundo.
    Reconhecer-se como sujeito social em sua língua e na língua do “outro”, de modo anão reproduzir relações de dominação, de subalternidade, a partir de assimetrias existentes entre os países e seus sistemas econômicos, corresponde a um processo de interação entre o local e o global, de tradução, de valorização de sua língua materna e de reconhecimento da diferença. Este é o desafio maior ao implementar cursos de idiomas na atualidade, diante de uma imperiosa lógica de mercado que se sustenta das limitações do ensino de línguas na Educação Básica para justificar a proliferação dos chamados ‘cursinhos de idiomas’ que, em grande medida, supervalorizam o professor “nativo” em detrimento do professor de língua “não-nativo”, minorizando o papel da língua materna na construção de significados na segunda língua e contribuindo com a desvalorização do profissional de letras formado no país.

    Desconstruir estereótipos e desenvolver a autoestima passam a ser premissas do trabalho com ensino de idiomas que se propõe seguir na contramão de perspectivas colonizadoras que estabelecem fronteiras instransponíveis e aprofundam assimetrias entre o “estrangeiro” e o “não-estrangeiro”, muitas vezes restringidas tão somente à qualificação de mão-de-obra ou à manutenção de status de uma pequena parcela da sociedade em condições de financiar estudos de línguas.

    Desde o ano de 2024, o Centro de Idiomas da Ufac passou a atuar de modo mais efetivo em ações que permitam garantir a aprendizagem de línguas como um direito humano e, dentre essas ações, destacamos:

    1. oferta decursos de língua portuguesa para migrantes (imigrante, residente fronteiriço,visitante, apátrida e refugiados);

    2. Articulação de nossas ações no escopo da Cátedra Sérgio Vieira de Melo, um projeto do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) com universidades brasileiras para apoio a pessoas refugiadas ou em situação de refúgio;

    3. Parceria na aplicação de exames de leitura e exame CELP-BRAS (Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros –MEC/INEP) a migrantes, com vistas a atender requisitos para regularização desituação de residência no país junto à Polícia Federal.

    4. Contribuição na formulação de políticas linguísticas no interior da universidade, como é o caso da Resolução PPGLI nº 010/2024, que institui a Política Linguística do Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade da Universidade Federal do Acre,com vistas a “Reconhecer, promover, visibilizar e valorizar direitos linguísticos e práticas delinguagens mais inclusivas de sociedades e de povos minorizados incluindo povos ecomunidades indígenas e não-indígenas (consideradas tradicionais), comunidadesde pessoas migrantes, refugiadas e de pessoas surdas.” (p. 4-5);

    5. Estabelecimento de parceria com o Tribunal de Justiça, por meio da Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas (VEPMA), na forma de oferta de vagas para mulheres em cumprimento de penas alternativas e, de igual modo, às mulheres vítimas de violência.